Por Sandro Botta
Empreender em uma cidade por muitos anos cria uma relação que vai além dos negócios. A empresa cresce com as pessoas, contrata profissionais da região, desenvolve fornecedores, atende famílias e passa a fazer parte da vida da comunidade.
Por isso, acredito que chega um momento em que precisamos olhar para o lugar onde construímos nossa história e pensar também em como podemos contribuir com ele.
A Copa Grupo Botta ClinicMais nasceu desse entendimento.
Em sua edição de futsal, a competição reuniu cerca de 600 atletas, entre crianças, adolescentes e adultos, em diferentes categorias. Ao longo dos jogos, vimos ginásios movimentados, famílias acompanhando seus filhos, amigos torcendo juntos e atletas entrando em quadra para representar suas equipes.
Para mim, esse é o resultado mais importante do projeto.
O esporte ensina coisas que levamos para a vida
Quem acompanha uma criança praticando esporte percebe rapidamente que existe um aprendizado acontecendo muito além da técnica.
Ela precisa respeitar regras, trabalhar em equipe, administrar a frustração de uma derrota, compreender seu papel dentro de um grupo e continuar tentando quando o resultado não aparece.
São experiências que ajudam na formação de uma pessoa.
Muitos desses comportamentos também estarão presentes anos depois na vida profissional. Saber colaborar, assumir responsabilidades, lidar com pressão e persistir diante das dificuldades são competências importantes em qualquer ambiente.
Talvez por isso eu enxergue tantos pontos de encontro entre esporte e empreendedorismo.
Nenhuma trajetória é construída somente nos dias em que tudo funciona. Aprendemos muito quando precisamos corrigir uma rota, reconhecer um erro e voltar para tentar novamente.
Uma competição que aproximou gerações
Um dos aspectos mais interessantes desta edição foi acompanhar diferentes gerações ocupando o mesmo espaço.
Enquanto as categorias de base entravam em quadra, pais e familiares acompanhavam das arquibancadas. Em outros momentos, eram os adultos e veteranos que assumiam o protagonismo da competição.
Essa convivência ajuda a explicar por que projetos esportivos têm tanta força dentro de uma comunidade.
O esporte cria pontos de encontro.
Durante algumas horas, pessoas com profissões, idades e histórias diferentes compartilham a mesma torcida, a mesma expectativa e o mesmo espaço.
Para uma cidade, esse tipo de convivência tem valor.
O papel das empresas também passa pela comunidade
Ao longo da construção do Grupo Botta, sempre tivemos uma ligação muito próxima com Xanxerê e com toda a região.
Grande parte da nossa história empresarial aconteceu aqui. Muitas das pessoas que ajudaram e continuam ajudando a construir nossas empresas também vivem aqui.
Quando apoiamos uma iniciativa como a Copa Grupo Botta ClinicMais, existe um entendimento de reciprocidade nessa decisão.
Uma empresa saudável precisa gerar empregos, investir, inovar e produzir resultados. Também pode usar parte da estrutura que construiu para incentivar iniciativas capazes de movimentar positivamente o ambiente do qual faz parte.
O esporte é uma dessas possibilidades.
O que fica depois do último jogo
Campeonatos terminam. Os resultados ficam registrados, os troféus encontram seus lugares e cada atleta volta para sua rotina.
O impacto, porém, pode continuar.
Pode estar na criança que fez novos amigos. No adolescente que encontrou no esporte uma atividade para seguir praticando. Na família que passou a acompanhar os jogos. Ou no adulto que voltou a competir depois de muitos anos.
É difícil medir tudo isso em uma planilha.
Mas é possível perceber quando entramos em um ginásio cheio e encontramos centenas de pessoas participando de algo construído pela própria comunidade.
Foi isso que vi durante a Copa Grupo Botta ClinicMais.
E é também por isso que acredito que vale a pena continuar incentivando projetos que aproximem pessoas, criem oportunidades e deixem alguma contribuição para o lugar onde escolhemos construir nossa história.
Assista ao nosso vídeo na final da Copa:
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